orkut
Twitter
Flickr
A penny for my thoughts
Adote um Gatinho
Ao Mirante, Nelson!
Até aqui tudo bem
Autor Desconhecido
Beijomeliga!
Bico de Pena
Casa da Gabi
Cocadaboa
Como faz?
Devaneios S/A
É bom pra quem gosta
Gatoca
I misbehave
Imprensa Marrom
Lide Temerária
Lixomania
Mão Feita
Masili
Pergunte ao Pixel
Reinaldo Azevedo
Revista Errata
Rosa e Maquiada
Rosa e Radical
Scarlet Letters
Surtei
Technicolor Kitchen
Tudo Palhaço
Uma dama não comenta
Vende na farmácia?
Vida Besta
Vida de recém-casada
Vivo Andando
Woman of Affairs
Xianey








Quinta-feira, Novembro 19, 2009
Hoje seria um bom dia pra pedir as contas. Porque só fiz trabalho de corno, e meu chefe, as usual, se mandou. Só aparece pra me cobrar no MSN bostão da empresa ou no Outlook. E eu fico aqui, batendo carimbo, porque o diretor burro não assina a porra do contrato sem meu visto. Ok, o contrato eu vistei. Mas ele quer que eu viste OS ANEXOS. Que nada têm pra eu comentar, só têm questões técnicas/comerciais. “Ah, mas ele não assina se você não vistar”. Bosta. Porra. Caralho. Não, não é porque eu sou tão fodona asism. Simplesmente eu tenho que vistar pra eles terem em quem jogar a culpa caso dê merda. Porque diretor, não sei se já contaram pra vocês, não sabe ler. Nenhum deles.

E então eu solto os cachorros em cima do estagiotário, coitado. E ligo pro meu chefe, em busca de algum apoio. Eu sou mesmo uma besta redonda. Claro que ele procuraria a saída mais... “diplomática”. Cagão de merda.

Então tá. Vou endurecer meu tríceps nesse trabalhinho. Mas mando de brinde um post-it mal-educado: “Anexos foram vistados somente pró-forma, já que seu conteúdo não é jurídico”. Pronto. Foda-se.

Mais um ano nessa merda. Eu não consigo acreditar.


Terça-feira, Outubro 27, 2009

Já volto

(como ando sem tempo - e sem "inspiração" - pra escrever algo que preste, vou postar um texto bacana da Folha de ontem. Ah, o texto foi escrito pelo Pondé, mas é cortesia do Amado, que sempre me prepara um cipping das melhores colunas)

"Malone Morre"

Muitos acham que Beckett serve só para teses complicadas; o pessimismo é quase uma ciência exata. Num desses dias cinzentos, quando o mundo parece alimentar em você aquela certeza de que a lógica do pior é a lógica do mundo, tropecei na citação: "Antes de mais nada, quero dizer que não perdoo ninguém. Desejo a todos uma vida atroz nos fogos do gélido inferno e nas gerações execráveis que hão de vir". É Samuel Beckett em "Malone Morre".Muita gente acha que a literatura de Beckett existe pra escrevermos teses complicadas sobre como a época em que ele viveu foi descrente porque só se pensava em ganhar dinheiro numa Europa que se afundava no capitalismo americano, pós-Segunda Guerra.
E aí passamos a xingar a burguesia e sua breguice famosa e vazia. Eu nunca xingo a burguesia porque temo que o faça por inveja. Eu acho que textos como esse servem para nos manter de olhos abertos para o risco de que o coração resvale na descrença absoluta acer ca da vida fora da miséria que escorre pelos muros do mundo. O pessimismo é meu pecado capital.
O pessimismo é uma geometria do mundo, quase uma ciência exata. Não acredito que a questão de Beckett fosse apenas um desespero "político-social". Se assim fosse, ele seria um escritor menor. O desespero só merece respeito quando vai muito além do político-social e escurece o Sol.
Em meados dos anos 1990, quando vivia em Paris por conta do meu doutorado, encontrei-me um dia com o filósofo Alain Finkielkraut num daqueles "cafés-cabeça" do Boulevard Saint German. Ele se dizia um pessimista. Discutíamos a literatura e a tendência, já forte na época, de afogar as letras no desejo brega de felicidade que hoje em dia satura o ar com seu fedor.
Para ele e também para mim, era claro que grande parte da culpa disso era da esquerda e sua natural vocação para esperanças bobas, quando se afasta de autores mais pessimistas como Adorno. Sempre suspeitei qu e o pessimismo fosse um regulador de caráter. A esquerda sempre teve uma vocação para o terror, para o desbunde, para a incompetência ou para a preguiça.
Seu argumento era muito parecido com o do escritor tcheco Milan Kundera: um romance deve criar dúvidas sobre o mundo, deve gerar um surto de insegurança e não passar esperanças em si mesmo ou no mundo. Como diz Kundera, "a burrice das pessoas vem delas terem resposta pra tudo". Finkielkraut comparava então romances como "Madame Bovary" e "Educação Sentimental" (ambos de Flaubert) a romances que oferecem soluções para a vida. Se Emma Bovary nos ensina que o desejo é um companheiro destrutivo, ao mesmo tempo nos pega pela mão e nos leva a uma vida insípida onde não há desejo e da qual ela foge.
O confronto entre as duas formas de vida, sem solução, é a força da personagem. Mesmo que Emma tenha se transformado, para muitos de nós, naquele arquétipo da mulher de 40 anos com uma taça d e vinho branco nas mãos, com os seios já caídos, que aborda homens em lançamento de livros ou em exposições, falando como sua vida está aquém de sua alma, ou mesmo desvalorizando o parceiro que tem, a verdadeira Emma Bovary encarna o risco que é apostar no desejo.
Mas uma vida sem desejo não vale a pena ser vivida, por isso ela é uma grande heroína: sua grandeza mora ali onde mora sua maldição.
Que distância dessas bobagens que psicólogas de recursos humanos gostam de ler e recomendar para seus funcionários ou que estes conferencistas motivacionais e de liderança gostam de citar como exemplo de vida para suas plateias atordoadas pelo pânico da vida.
Por exemplo, o que dizer a uma mulher ou a um homem que vê sua energia se apagar diante do sorriso de alguém mais jovem, oferecido docemente ao seu parceiro ou sua parceira? Nesse momento, a insegurança sobe à boca, inundando-a de uma saliva azeda, mas com aquele insuportável sabor que a verdade tem.
A solução ridícula então vem aos olhos, e eles falam: "Posso eu competir com essa fisiologia fresca e bela?". E aí vem o socorro da má literatura. Mas, quando em casa, à noite, no espelho, você se olha, dificilmente conseguirá esconder o desejo de que ninguém jamais seja perdoado porque você é infeliz, e de que todos que nasceram depois de você sejam execráveis, pela simples razão que ainda têm mais vida. Talvez Finkielkraut, Kundera e Beckett sejam excessivamente duros conosco, mortais. Às vezes parece que a consciência que eles nos cobram é excessiva. Uma certa dose de inconsciência se faz necessária para enfrentar as horas.

Luiz Felipe Pondé


Terça-feira, Outubro 20, 2009

Espalha-merda

Então que um cara aqui do trampo fez uma cagada IMENSA de grande. Pegou a citação de um processo e enfiou vocês-sabem-onde (o que é de praxe aqui na empresa). Só que essa enfiada nos custou mais de 300 mil, numa condenação à revelia. E o cara tentou jogar a culpa na gente. Mas na certidão da citação consta lá, bem bonitinho, o nome dele. Ele foi citado, recebeu o oficial, e não avisou ninguém.

Outro detalhe interessante é que esse cara diz que é COORDENADOR JURÍDICO. Vocês devem estar pensando que é meu chefe. Não é. Meu colega? Muito menos. O cara é adEvogadozinho de porta de cadeia, um zé-ruela do – adivinhem – RH. Não tem nada a ver com o departamento jurídico, que segue só comigo e com chefinho. Esse caboclo é da área trabalhista, a área mais cagada da empresa.

Eu quero a cabeça desse cara. Ele já me arrumou muitos problemas, além de me mandar trabalho que ele deveria fazer, porque ele não faz nada direito. Ele tá aqui há 25 anos, ocupando o lugar que agora é meu por direito. Então eu fiquei sabendo dessa cagada, e adotei a tática vaca-louca, pra ver se descolo aquela tão sonhada demissão sem justa causa (minha; a dele é com justíssima causa): saí espalhando a merda. Contei pro diretorzinho arrentino, pro diretor de RH, pras amigas, pros colegas, pra vocês, todo mundo. Diretorzinho arrentino contou pro presidente da empresa, que deu uma entubada no superior do cara (que, aliás, é o OUTRO diretor de RH, e o maior energúmeno que eu já conheci). Mas parece que ele tem as costas quentes. E eu só tenho os fatos a meu favor.

Enfim, agora tô aguardando os resultados da minha brilhante tática de guerrilha. Não queria ainda estar aqui, mas já que estou, vou me divertir. Finalmente chegou o dia da caça.

(se não der em nada – o que se apresenta como uma baita possibilidade – pelo menos eu terei me divertido. Desculpa aí pra quem ainda não sabe, mas eu sou espírito de porco, vil e mesquinha, e adoro uma vingança. Se não gostou, já sabe.)


Terça-feira, Outubro 13, 2009

Calça Jeans de Cintura Alta – Uma odisséia na Zé Paulino & Shoppings

Fico imaginando o que Coco Chanel diria sobre isso.


Primeiramente, quero deixar bem claro o quanto eu ABOMINO Britney Spears. Nem raspando a cabeça e ficando bem louca de verão a maldita ganhou a minha simpatia, sabem por quê? Porque ela consolidou a maldita moda das calças de cintura baixa. Sim, eu sei que a coisa começou bem antes, o tal do modelo Saint-Tropez, etc etc. Mas antes do sucesso da distinta porra-louca, ainda se achava frequentemente modelos que atingissem o umbigo. Agora... bom, segue.

(Melhor deixar claro antes de prosseguir: eu não nenhuma entusiasta das calças baggy/semi-baggy; somente uma moça na flor dos seus 30 anos querendo guardar seus pelos pubianos para exibição somente quando for conveniente)

Sábado de manhã fui dar umas bandas na Zé Paulino. Fracasso total. As lojas que eu mais queria visitar estavam fechadas, e nas outras a maldição da viscolycra grassava impiedosa. Comprei um vestido de festa e um de trabalho. Mas vejam, eu procurei calças jeans. Em vão.

Primeiro fui ver na Limelight, que gosto bastante. Aqui, vale dar uma dica: você, moça das ancas largas (assim como eu), NUNCA USE jeans com detalhes nos bolsos traseiros. É feio, é brega e chama mais ainda a atenção para um lugar já chamativo por si só. Resista bravamente aos bordadinhos, cristais chupisco*, retalhos e afins. Fica a dica.

Voltando: na loja só haviam os jeans "customizados". Até quis experimentar algumas calças (aquelas que tinham detalhes que eu poderia arrancar na gilete depois), mas não rolou. Esqueceram de mencionar que era moda infanto-juvenil pra anão. Enfim, se seu IMC tem dois dígitos, esqueça a idéia de comprar calças lá.

Disseram pra eu procurar na Sawary. Confabulando com minha distinta acompanhante, optei pelo "thanks, but no, thanks". Calça que empina a bunda não, né? Desisti por aquele dia e deixei a próxima etapa para a segunda.

Chegado o dia, fui ao shopping com o amado. Já tinha passado boa parte das 48 horas anteriores reclamando dos modelos, da numeração diminuta, do universo e tudo mais. Mas eu ainda precisava de uma calça nova e não iria desistir facilmente. Até aceitaria a idéia de pagar cento e tralalá, duzentos e tralalá, que fosse. Contanto que a calça não me deixasse com o cofre exposto a cada inspiração.

Primeira parada: Renner. A moça me jurou que as calças da Marfinno (é isso? A divisão jovens senhouras da Renner, enfim) eram de cós alto. Malandrinha... nada feito. Até tentei outras, mas os bolsos bordados e costuras tortas tavam demais pra mim. Renner, amo seus vestidos e camisas, mas pra jeans, não dá. Próxima parada, M. Officer.

Sempre comprei coisas lá, as camisas e tricots são sensacionais. Mas sempre odiei os jeans da M. Officer. Achatavam a bunda e ficavam sobrando na cintura, tábua-style. Mas enfim, a moda cria e recria e o escambau, não é? Quem sabe haveria algo novo agora que vestisse bem no meu corpinho, hãm, curvilíneo?

As calças tinhas etiquetas explicativas com os modelos: comfort, skinny, diamond (?), belly (??). Pedi uma calça escura e de cós alto. A menina me trouxe uma calça praticamente branca com a etiqueta SUPERLOW. Olhei pro amado, ele olhou pra mim, viu o faiscar do demo no meu olhar e assumiu o controle: "Ah, mas essa é muito baixa, ela quer uma calça de CÓS ALTO e ESCURA". Quem sabe invertendo os fatores o produto se altera na cabeça da mocinha?

A princípio, funcionou. Ela trouxe calças escuras que não eram superlow. Uma me chamou a atenção: escura, pernas ajustadas, alta e bolso faca. Muito bonita, mas sem elastano. E sem um botão. "Ah, pego outra". Eu havia entendido "outra calça igual essa", mas ela trouxe outrO vendedor (?). Que queria me fazer um desconto supimpa pela ausência do botão. De fato, o desconto era bom, mas peraí: eu teria que me sacudir até uma costureira (que não é coisa fácil de se achar aqui na roça, pasmem) pra que ela pregasse um botão de gosto duvidoso na minha calça recém-adquirida? Ah, sabe, não. Comecei a falar naquela paciência e amado achou por bem intervir de novo. Acho que eu tava meio de saco cheio. Agradeci e saí bufando.

Última parada (e claro, a única que funcionou): Levi’s. É, pois é. Você deixa DUZENTOSEQUARENTA contos em uma calça que veste impecavelmente, com cintura alta que te deixa sem toiço**. Como a numeração é americana, tem o efeito psicológico de vestir uma calça trinta e pouco. Na segunda usada o jeans já se ajusta ao seu corpo e fica mais confortável, mas a calça não perde a forma (peguei uma com elastano). Tem que tirar meio metro de barra, verdade. E pagar uma bolada, concordo. Mas enfim, alguém acredita mesmo que a felicidade está nas pequenas coisas? Então vai respirar dentro de uma calça 34, desgraçada.

* Diante da dificuldade de falar "Swarowski", uma amiga cunhou este magnífico termo para definir cristaizinhos.

** Bóia, pneu, dobrinha, bacon.


Segunda-feira, Outubro 05, 2009

Adoro dinheiro

Minha mãe volta e meia vem com uns papos de que marido bom mesmo era o meu finado vovô. Que em vida realizou todos os caprichos de minha dondoca vovó, que nada mais fazia da vida a não ser se montar inteira e descer o sarrafo na filharada (uns mais, outros menos, claro. E claro que a mão sempre era mais leve com o primogênito e mais pesada com minha mãe, a.k.a “a filha louca”).

Eu fico bem puta com essa conversa da minha mãe, de que homem bom é aquele que paga as minhas contas. Bom, pra mim ela nem se atreve mais a vir com esse conversê. Mas a mentalidade é a mesma, e é um dos motivos da mágoa que carrego em relação a ela. Gosta de bancar a mulher “muderna” e emancipada, mas sempre dependeu do meu pai pra poder brincar de lojinha. Mas chega de falar de mamã.

Eu sempre detestei ter que pedir dinheiro. Seja pro meu pai ou pra quem quer que fosse. Abomino a idéia de ser sustentada por outrem. Mais do que gostar de dinheiro, eu adoro ganhar dinheiro. Tá vendo esse sapato LINDO? Comprei e paguei. Esse perfume? Paguei. Meu Wii? Vou pagar, calma!

E também adoro gastar BEM meu dinheiro. Adoro uma promoção. Sou adepta de trocar roupas, sapatos, cosméticos. Quando acho algum brechó bacana, compro sem medo. Marca? Vivo muito bem sem, obrigada. Nunca paguei mais de 200 contos em um sapato. E olha que sofro de Imeldite crônica, hein? Detesto salão de beleza, vou uma vez a cada dois meses e olhe lá. Detesto lugares da moda, gente bonita e muita pegação. Boteco feio, copo americano, cerveja geladíssima e amendoim? É nóis!

Vejam, tudo isso está intimamente relacionado a gostar de dinheiro. Eu gosto tanto que não quero gastá-lo. E quando gasto, quero gastar direito. Já tentei praticar a shoppingterapia, mas sempre compro algo que não gosto ou não preciso e me arrependo amargamente, volto e devolvo, dou pra alguém, vendo.

ALIÁS, lembrei porque comecei a escrever esse post: encomendei um perfume com meu amigo que estava viajando. E o gênio nem abriu o email, mas como eu falei “Polo Blue Feminino” ele processou QUALQUER PERFUME RALPH LAUREN AZUL. E me trouxe o perfume errado. E sim, ele é engenheiro.

Agora EU, que não tenho nenhuminha habilidade comercial, vou ter que vender esse troço. Talvez eu apele pro Mercado Livre, mas não simpatizo muito com a idéia. Anfã, se alguém quiser comprar por cento e quarenta dinheiros um Ralph (que na Sacks custa TREZENTOSESETENTA), deixe seu comentário. Entrego em mãos (pra quem for de SP), no prástico e ainda dou um abracinho.


Sexta-feira, Outubro 02, 2009
Esqueci de contar a parte engraçada da entrevista: meu chefe disse que eu preciso “melhorar o relacionamento interpessoal”. Em outras palavras, parar de chamar os engenheiros de burros e os arrentinos de... putz, nem sei. Mas aí eu respondi com uma risada. Porque pouco antes eu tinha acabado de dizer que me sentia desmotivada por vários motivos, e um deles era o baixo nível do cliente interno. Que eu perco tempo explicando obviedades (do tipo “não assine um documento sem ler”, “prazo judicial é fatal”, etc etc) e fazendo retrabalho, porque os engenheiros cismam em redigir documentos formais e puta merda, viu. Passo a tarde tentando decifrar o que o cara quis dizer e reescrever o texto de forma que ele faça sentido.

Aí eu disse pro chefe que nunca tinha chamado nenhum dos caras de “burro” assim, na cara deles. E meu chefe disse: “Mas você QUASE chama, né?”. E isso não posso negar. E nem evitar. Porque, sério, como reagir quando você recebe um arquivo chamado “contrato falcificado”? Meu sangue é quente, pô.

E minhas metas, que deveriam ser desafiadoras, são fazer/organizar/limpar o arquivo. Juro pra vocês. É uma coisa inacreditável, mas é isso mesmo. Se vou cumprir? Vai esperando.


Quinta-feira, Outubro 01, 2009
Um post rápido só pra tirar o cheiro de mofo: hoje fiz a entrevista de feedback da minha avaliação. Não sei se vocês estão familiarizados com o funcionamento de uma corporação, então ajudo: meu ex-chefinho amado me chamou e me disse como fui avaliada. Eu já tinha me auto-avaliado, e digo sobre isso somente que modéstia é para os fracos. Então me avaliei bem, chefinho discordou somente de alguns pontos e tava tudo bacana.

Aí entra o diretorzinho arrentino de mierda. Aquele, sabe? Que não entende PORRA NENHUMA da meu trabalho? Que não é da minha área? Aquele que me acha uma múmia? Então, ele me acha uma bosta. Eu “não tenho energia” (oi Eletropaulo, oi Bandeirantes, me ajudem?), não “vou atrás das coisas” (oi?) e, apesar de cobrar meu chefe para que prepare um sucessor, ele não acha que eu seja capaz de assumir a gerência.

Então eu falei pro meu chefe: “ouvindo isso, o que eu faço?”. E meu chefe disse pra eu provar que eu sou capaz. E eu respondi: “Não funciono assim, chefe. Eu já estou desmotivada, e depois dessa, ele acabou de me colocar fora da empresa. Foi um balde de água fria. Não tenho vontade e nem vou provar nada pra ele. Mas vou continuar fazendo meu trabalho do jeito que sempre fiz, já que nunca fiz nada errado”.

Acho que agora está claro pra todo mundo. Meu chefe disse que ele (o diretorzinho) vai se ferrar se um de nós sair. E que ele mesmo (o arrentininho de mierda) quer sair. Enfim, eu torço mais pra ele se ferrar, e tomara que eu dê o motivo, e não meu chefe.